domingo, 7 de junho de 2009


Ah! Como é bela a orquestra,

Com seus filhos o som mostra!

Ela ajunta os seus meninos

Colossos, doces e franzinos.

O Oboé chora, doce puro som;

A flauta canta, serena canção.

O tambor choca, intrépido trovão;

A tuba levanta, sólido tom.


Ah! Como é altiva uma orquestra

Fazendo som dentro desta ostra.

É uma pérola branca que reluz

Como as suas estrelas de luz.

O palco é, pomposa vitrine;

O músico, eterno aprendiz.

A arte, um canto mui feliz;

O som, arco-íris sem fim.


Ah! Orquestra, mãe tão querida!

Minhas ouças bebem do teu seio!

E certamente estarei no seu meio

Pelo anseio de gozar do teu leite.

Violinos irmãozinhos; violas irmãs;

Cellos do meio e baixos os colossais.

Os arcos crépidos coçam-lhes as costais;

Eles tremem deles colados como imãs.

É linda! Nesse balé de notas a voar!

Vertidas do âmago de seus ricos filhos.

Encantam nossas festas, nossos sonhos

Dá-nos mais cores para colorirmos a vida.

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